sexta-feira, 27 de abril de 2012

O POEMA AZUL


Quantifico o meu desejo por ti, amada minha,

Pela cor do azul que não me atrevo a revelar,

Ver-te com ele foi ter o mar por entre os dedos,

Tocar-te, sentir-te, e não te amar.

 
Espero o nosso tempo. Eu pude tê-la,

E, no entanto, não a quis na hora inquieta;

E como consome-me agora este tormento,

Beijar tua boca. Sentir teu cheiro. Tortuosa espera.


Eu e tu, meus olhos sobre os teus te suplicando

Amor e carne, o fogo e o sangue dos desejos!

Os pequenos seios apertados em meu peito,

Ah! Vastidão devassa de meus ressentimentos!

 
Sei que amanhã, depois talvez, não mais que um dia,

Eu vou amar-te e tu a mim, hora de esteira;

E eu vou beijar teu ventre e com os meus dentes

Despir-te-ei no mar azul da tua última fronteira.   

(by Alex R. Brondani)

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