Quando a chuva chega, finalmente,
Na tarde que prometia temporais,
A cidade se abriga nas marquises
E os bueiros transbordam mananciais;
Nos umbrais alguns olhares se confundem
Com o vai e vem de guarda-chuvas tristes,
Que se armam num prelúdio de combate,
Pontais aos céus, balaústres em riste;
Quando a chuva chega, finalmente,
A angústia de sua espera se revela,
E as flores reflorescem, as folhas reverberam,
E tudo se remoça em aquarelas.
Quando a chuva chega, simplesmente,
Na sua presença a alma se desenha,
E quando ela se vai, ficam os sonhos,
Que alma e água são faces da mesma esência.
(alex brondani)
segunda-feira, 28 de julho de 2008
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